Thursday, 22 October 2009

El Tunco


Más de un El Salvador que también merece ser visto!


Playa El Tunco, Departamento de La Libertad. La mejor limonada del país! Y una fantástica puesta del sol!

Saturday, 17 October 2009

Chilate con nuégados



"Patria chiquita mía
pedacito de mundo belicoso
aunque no tengás campeones mundiales de boxeo ni rascacielos ni petroleo ni buena cerveza ni el volcán mas alto del mundo
te quiero cabroncita
Patria chiquita mía"


Platillo tipico de El Salvador. Los comedores, los guacales, las bolsitas de plastico, ese pueblo, esa fuerza, esa esperanza. !Te quiero patria chiquita mia! Gracias Giovanna por el video.

Wednesday, 14 October 2009

Outro texto muito conveniente para recentes episódios

É preciso reconceituar o jornalismo
Por Marcelo Salles

"Não faz mais nenhum sentido chamar de Jornalismo o que fazem as corporações de mídia. Quem se preocupa com o lucro em primeiro lugar não é uma instituição jornalística. Não pode ser. Quando uma empresa passa a ter como principal meta o lucro, essa empresa pode ser tudo, menos uma instituição jornalística. E aí não importa a quantidade de estrutura e dinheiro disponível, pois a prática jornalística é de outra natureza. Exemplo: eu posso passar uma semana no Complexo do Alemão com um lápis e um bloco de papel. Posso chegar até lá de ônibus. Posso bater o texto num computador barato. Mesmo assim, se a publicação para onde escrevo for jornalística, vou ter mais condições de me aproximar da realidade do que uma matéria veiculada pelas corporações de mídia.

Essas podem dispor de toda a grana do mundo, de carro com motorista, dos gravadores mais caros, das melhores rotativas, de alta tiragem e de toda a publicidade que o dinheiro pode comprar. No entanto, se não forem instituições jornalísticas, elas dificilmente se aproximarão da realidade da favela, isso quando não a distorcem completamente.

Existem outros exemplos para além da questão da favela. É o caso dos venenos produzidos pelas Monsantos da vida, que nunca são denunciados pelas corporações de mídia. Ou da retomada dos movimentos de libertação na América Latina, vistos como “ditatoriais”; a perseguição aos movimentos sociais e aos trabalhadores em geral; a eterna criminalização da política, de modo a manter as instituições públicas apequenadas frente ao poder privado. Enfim, você pode olhar sob qualquer ponto de vista que não vai enxergar Jornalismo.

Isso precisa ficar bem claro. Claro como a luz do dia. Para que as corporações pareçam ridículas quando proclamarem delírios do tipo: “somos democráticas”, “únicas com capacidade de fazer jornalismo”, “imparciais” e por aí vai. Fazer Jornalismo não tem esse mistério todo. Em síntese, é você contar uma história. Essa história deve ter alguns critérios que justifiquem sua publicação. Alguns deles aprendemos nas faculdades e são válidos; outros são ensinados, mas devem ser vistos com cautela. E outros simplesmente ignorados. Mas, no fundo, o importante é ser fiel ao juramento do jornalista profissional: “A Comunicação é uma missão social. Por isto, juro respeitar o público, combatendo todas as formas de preconceito e discriminação, valorizando os seres humanos em sua singularidade e na sua luta por dignidade”.

(...)

Mas por que o Jornalismo é tão importante para uma sociedade? Porque hoje, devido ao avanço tecnológico dos meios de comunicação – são praticamente onipresentes nas sociedades contemporâneas –, a mídia assume uma posição privilegiada no tocante à produção de subjetividades. Ou seja, a mídia, mais do que outras instituições, adquire enorme poder de produzir e reproduzir modos de sentir, agir e viver. Claro que somos afetados por outras instituições poderosas, como Família, Escola, Forças Armadas, Igreja, entre outras, mas a mídia é a única que atravessa todas as outras.

Fica claro, portanto, que uma sociedade será melhor ou pior dependendo dos equipamentos midiáticos nela inseridas. Se forem instituições jornalísticas sólidas e competentes, mais informação, dignidade, mais direitos humanos, mais cidadania, mais respeito, mais democracia. Se forem corporações pautadas pelo lucro, ou seja, entidades não-jornalísticas, menos informação, menos dignidade, menos direitos humanos, menos cidadania, menos respeito, menos democracia."
(...)

Dos conciertos que merecen el registro

Este año, solo este año, he tenido la oportunidad de estar presente de cuerpo y alma a dos conciertos de mi “5 must-see bands list”. Como cualquier otro ser humano, normal (?) también yo tengo mis listas, de diversos asuntos, y especialmente, grupos favoritos que aun espero poder ir a un concierto algún día. Ya he podido tachar dos de mi extrema y difícil lista, algo por lo cual juzgo que merece el registro personal acá.

Cafe Tacuba en Barcelona fue particularmente genial, y Pixies, en Londres, son los Pixies, carajo!

Aunque es dificil decidir quien elegir para una apretada lista de apenas cinco, diria que me quedan Manu Chao, Radiohead y Rage Against the Machine. Lograremos!







Monday, 12 October 2009

Os Nove (fora...)

Nao resisti e tive que reproduzir aqui um texto, ótimo, do jornalista, que ha pouco descobri, Argemiro Ferreira. Ele é especialista em Politica Internacional, mas suas analises cobrem outros temas, como a propria midia, "e mais".


Está na minha lista de blogs, mas fica aqui o link para quem quiser boa leitura critica.


O texto aqui vai em nome dos bons tempos de movimento estudantil...





Argemiro Ferreira


"Ao deparar na internet – aqui na Argentina, onde estou estes dias - com a primeira página de O Globo de quarta-feira, 7, enfeitada pela foto a cores de uma dúzia de graciosos alunos de escolas particulares da Zona Sul do Rio, “apartidários” e “apolíticos”, a lançar “novíssimo movimento estudantil” pela reforma do ensino, não resisti à tentação de questionar outra vez esse jornalismo.

Os leitores, eu e a torcida do Flamengo temos visto muitas fraudes da mídia no passado recente. Sabemos que às vezes elas nascem assim. Por que uma dúzia de moças e rapazes bonitos e bem vestidos, do Leblon, Ipanema, Gávea e adjacências, tornam-se notícia dessa forma em O Globo – quase sempre amplificada depois por outros veículos audiovisuais do mesmo império Globo de mídia?

Pergunto, em primeiro lugar, se jornalisticamente aquela reuniãozinha de adolescentes bem nascidos merece tal espaço na mídia nacional (veja-os na foto do alto e observe ao lado, na reprodução da página, o destaque que ganharam). Que diabo, como filhos do privilégio representam muito menos do que, por exemplo, um grupo de adolescentes sofridos do Nordeste, tão afetados como eles pelo adiamento da prova do Enem – o pretexto invocado em O Globo.

A aristocracia da elite branca

A diferença entre alunos do Nordeste e os de escolas particulares da Zona do Sul do Rio começa nos sobrenomes. Se prevalecem lá os Silva, como a família do atual presidente, os reunidos em O Globo são De Lamare, Di Célio, Bevilacqua, Lontra, Bustamante, Bekken, Glatt e outros de igual linhagem – famílias talvez afinadas com a ideologia dos irmãos Marinho.

A foto posada (com grande angular) da primeira página, feita em condomínio da Gávea, permite a suposição de que o tal “novíssimo movimento estudantil” anunciado pela sigla Nove (de “Nova Organização Voluntária Estudantil”) pode ter nascido na própria redação de O Globo e tem entre suas causas até o repúdio à ação afirmativa. São todos brancos, se não de sangue azul.

Para o jornalista Ali Kamel, guardião zeloso da doutrina da fé empenhado em uniformizar o discurso ideológico nos veículos do império Globo, “não somos racistas” no Brasil. A partir dessa tese nossa elite rejeita em nome da igualdade racial quotas destinadas a favorecer o ingresso na universidade de não brancos – talvez para perpetuar os privilégios atuais até o final dos tempos.

Nas páginas internas da mesma edição impressa de O Globo, conforme tive o cuidado de conferir na versão digital que a reproduziu, a reportagem foi estrategicamente colocada ao lado da coluna de Merval Pereira – a que abraça com fidelidade canina as ordens da cúpula do império de mídia mais arrogante do país e ostensivamente dedicado desde 2005 à derrubada do presidente.

A tradição coerente do golpismo

Os 12 (ou Nove) de O Globo parecem representar exatamente a tradição desse jornal (e dos Marinho), que ao longo dos anos, em matéria de educação, foi sempre retrógrado e antidemocrático – em especial quando a UNE e as entidades estaduais filiadas a ela lutavam contra o golpismo militar e na subseqüente ditadura que torturou, matou, censurou a imprensa e perseguiu o movimento estudantil.

Não por acaso o império Globo floresceu à sombra da ditadura por aplaudir os generais. Orgulha-se hoje – ao lado do El Mercurio, pinochetista do Chile, e do Clarín submisso aos generais do banho de sangue na Argentina – de estar entre as maiores corporações de mídia do continente, todas premiadas pelos algozes da democracia e pelos interesses externos porque sempre ficaram contra as causas nacionais dos respectivos países. Ditadores sanguinários como Videla e Pinochet (, foram heróis do Clarín e El Mercurio, como Castello, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo eram os de O Globo .


A matéria impressa original tinha atacado a UNE sem dar a esta a oportunidade de responder às sandices. Mas em texto posterior, publicado na quinta-feira, 8, e certamente motivado pela reação do presidente da União Nacional dos Estudantes, Augusto Chagas, o jornal condescendeu em incluir sua palavra, ainda que “os 12″ (ou Nove) continuassem como herois, mesmo insignificantes aos olhos de qualquer pessoa com um mínimode bom senso . Mas além de ter tido o cuidado de minimizá-lo e situá-lo ao pé de outra página, ainda aduziu ridículo minieditorial com o veredicto final, que acusa a UNE de “peleguização”.

Contra os interesses nacionais

Fica claro que “pelegos”, na visão dos irmãos Marinho, são os líderes da UNE, criada corajosamente na década de 1940 para defender os interesses do país contra o avanço do Eixo nazifascista – e que lutou nas ruas contra a ditadura militar de 1964 que tinha O Globo como seu porta-voz oficioso. De nada importa ao jornal a explicação de que os fóruns da entidade não são gatos pingados da elite; reúnem mais de 1.500 centros acadêmicos do país, nos quais atuam centenas ou milhares de estudantes.

Como Chagas, também o presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), Ismael Cardoso, tentou informar ao império Globo de mídia (jornalões, TVs, rádios, revistas & penduricalhos) que as entidades realmente representativas dos estudantes há muito debatem a questão do Enem e até fizeram críticas à pressa das autoridades na implantação da nova prova – pressa que pode ter contribuído para o vazamento.

A motivação dos 12 de O Globo é outra. Se não foram escolhidos por ninguém, representam quem – ou o que? Têm só de se submeter à ideologia golpista do jornal, na contramão da história e do aperfeiçoamento democrático. É o que basta para sairem na primeira página. Restará agora guiarem-se pelos editoriais. Por exemplo, aplaudindo a Colômbia submissa, sob ocupação militar dos EUA, e a Honduras do golpe, repudiada pelo mundo inteiro."

Sunday, 11 October 2009

Repercussões sobre a censura do Diário Popular

Sobre o lamentável episodio que gerou a impossibilidade de seguir escrevendo colunas de opinião para o Diário Popular de Pelotas, houve algumas repercussões na blogshphere a partir dos contatos feitos para dar visibilidade ao caso:
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Apenas um ultimo comentario. Não, não é normal. Pese o que a opinião critica de Pelotas entenda sobre as posições conservadoras na cidade, não é e nunca deve ser normal a impossibilidade de expressar opinião, (veja bem, opinião, não matérias da agenda do veiculo) num meio de comunicação, sobretudo quando essas são feitas com sobriedade, sem panfletarismos e com fundamento.

Afirmar e reafirmar que “as coisas são assim” é conformar-se com a própria realidade criticada e, assim, mergulhar numa profunda contradição. Eu trabalhei e aprendi muito no DP e sempre mantive uma respeitosa relação. Por isso, não se trata só de uma discussão sobre o que Diário Popular é e quem eu sou e o conteúdo do texto em questão, o que, segundo nosso conformismo arraigado, faria natural a incompatibilidade. A pergunta é por que isso é considerado natural.

O debate sobre esse episódio que por uma coincidência, pessoalmente triste, teve meu protagonismo, trata em verdade dos paradoxos do exercício do jornalismo e poderia, ou até deve, desenvolver-se num marco teórico sobre teoria da comunicação (o que, a propósito, puxando um pouquinho o tema para uma relação com uma polemica afim, também é argumento para a necessidade da formação superior em jornalismo, pois é essa capacidade de análise que faz a diferença entre um jornalista e um relator de fatos, que, em gordos setores do imaginário popular, são a mesma coisa e por isso o “jornalista” só precisaria ter o “dom” de escrever bem).

Nesse marco, entre diferentes análises poderiam ser feitas, algumas são:

1- a mercantilizaçao da informação (jornais são considerados empresas comuns, apenas um empreendimento a mais no “ramo da comunicação”);
2- a institucionalização, com mentalidade prioritariamente empresarial, dos editores dos veículos (que ao assumir a lógica mercantil tratam com desdém qualquer argumento que ressalte a influencia ideológica e de interesses de poder);
3- a auto-censura dos funcionários das “empresas” de comunicação (pois no jogo da sobrevivência, se a organização é, na verdade, mais empresa que meio de comunicação, então ou se joga as regras ou se fica sem emprego);
4- a falta de importância ao jornalismo de opinião (mesmo um jornal sumamente conservador poderia, inclusive como estratégia empresarial numa tática de marketing, abrir, honestamente, espaço para colunas de opinião, como qualquer veiculo serio faz, que eventualmente vá em contra sua linha editorial. Por isso se chama jornalismo de opinião, não é complemento editorialista).

Isso para não falar da já clássica discussão sobre a hipocrisia do jornalismo brasileiro que, via de regra, insiste no discurso da objetividade e imparcialidade e, muitas vezes, como nesse episodio em questão, se vê obrigado a assumir suas posições

Por fim, há ainda os fatores locais também, ou seja, o modus operandis das instituições, governo, organizações e empresas pelotenses, que muitas vezes confundem os limites dos seus espaços, talvez propositalmente, e configuram essa realidade, tão sujeita a critica, tão pouco disposta a auto-refletir e avaliar se isso não é, também, fator essencial para as barreiras de um real projeto de cidade.

Wednesday, 7 October 2009

O novo bispo mete os pés no barro!




Minha "carreira" de colunista de opinião no Diário Popular foi bastante curta. Trabalhei como repórter no DP, que é um jornal da minha cidade natal que figura entre os mais antigos do pais ainda em circulação, no período de 2003 a 2005, logo depois de graduado e até o momento que decidi ir para Londres, naquele ano. Tenho ótimas relações com muitos nomes, em todos os níveis, da empresa e tenho certeza que também tenho o afeto de muitos lá. Entretanto, o texto que deveria ter sido minha segunda coluna para essa recente e nova relação profissional estabelecida com o jornal foi impiedosamente censurado. Havia escrito algo com referencia, em tom critico, a posse do novo bispo da cidade que se daria justo no dia em deveria ser publicada o que seria minha segunda coluna e para minha surpresa (sim, surpresa) o texto foi ignorado e outro, que embora também seja de minha autoria mas não estava fechado, foi publicado sem minha autorização.




A direção do jornal manifestou, curiosamente, que o texto não esta de acordo com a linha editorial do jornal (pese seja um texto de opinião e, por conceito, não tem obrigação de estar em acordo com a linha do jornal) e ao fim de um longo debate decidiu dar por encerrada minha atuação como colunista. Sobre o texto alegam que ha “inverdades” e “agressividades”, quando, muito diferentemente, trabalhando com o conceito de perspectiva que seria um dos motivos da minha disposição no desafio de escrever colunas quinzenais de opinião, apenas comento questões simples e quase obvias - mas num tom critico – para quais pensava, pelo tipo de acordo que havia sido estabelecido, que o jornal estaria aberto e preparado.


Minha relação pessoal com os editores responsáveis em nenhum momento foram ríspidas ou deixam de existir, no entanto em âmbito profissional, como claro deixamos, estão cientes de que contataria outros meios de comunicação em Pelotas para esclarecer o ocorrido e oferecer o texto em questão para publicação. Assim, segue abaixo "texto da discórdia".

Y seguimos adelante!



O novo bispo mete os pés no barro!
Por Aleksander Aguilar - Artigo censurado pelo jornal Diario Popular no dia 27 de setembro de 2009


Dez estatuas de mártires cristãos do século XX conformam a chamada Galeria dos Mártires que adornam a fachada oeste da abadia de Westminster, aquela mencionada no famoso livrinho de Dan Brown, em Londres. Está bem em frente ao Parlamento, onde fica também aquele relógio conhecido como Big Ben (que na verdade é o apelido do sino da torre, não do relógio). Justo ao lado da estatua de Martin Luther King está a do quarto arcebispo da república de El Salvador, Monseñor Óscar Romero. Homenagem a um bispo que entregou vida e morte em defesa dos direitos humanos e que, como muitos outros bispos, teve muita influencia política. A de Romero (tema para outro artigo) foi tamanha que ajudou a conformar o destino do país nos anos 80. Ao longo dos séculos, seja no império Carolíngio medieval ou na America Central contemporânea, os bispos têm poder e em Pelotas a regra não é exceção.

Alguns setores da cidade, os que pertencem ou se relacionam com o poder, aguardaram e receberam a noticia de um novo bispo para a unidade administrativa católica local com a ansiedade de um adolescente planejando sua primeira vez. Especulações sobre o futuro da diocese, da universidade, entrevistas “em primeira mao” com os atores envolvidos, todo um fuzuê. É um novo bispo, e numa cidade onde em várias circunstancias o ditado popular “vá se queixar ao bispo” tem valor literal, a mudança desse que, stricto sensu, é apenas o funcionário de uma organização religiosa tem peso de novo governo em processo de instalação.

Justiça seja feita, o provincianismo nesse caso não é culpa de Pelotas. Prova cabal e atualizada do poder dos bispos é o vizinho Paraguai, cujo presidente recém-eleito, Fernando Lugo, é um bispo que deixou o sacerdócio em 2007 para se tornar mandatário do país (e, diga-se de passagem, é aparentemente pai de seis filhos gerados não pelo Espírito Santo).

Contudo, isso tampouco é apenas um sintoma do “atraso terceiro mundista”. A legislação espanhola, por exemplo, que determina a separação entre o estado e a igreja só entrou em vigor com a Constituição de 1978. Ainda assim, segundo o jornal El Pais, 144 milhões de euros (algo em torno de 380 milhões de reais) foram transferidos em 2006 do “Ministerio de Hacienda” espanhol para uma conta da Conferencia Episcopal destinada, entre outros gastos, ao pagamento de salário dos bispos.

Ninguém no mínimo de sua sobriedade se atreveria, então, a questionar o óbvio: a igreja católica ainda é uma poderosíssima potencia econômica, cultural e educativa e, inclusive, imobiliária.
Esse poder de facto se manifesta, por exemplo, na gestão de obras de caridade, serviços culturais, hospitalares e educativos onde a UCPel, no caso de Pelotas, é o mais destacado caso. A universidade, com importante papel social em toda a região, tem grandes dividas e sofre criticas por, ao que parece, haver mantido uma administração a base de compadrerismos. O chanceler da UCPel, que é quem escolhe o reitor da instituição, é o bispo de Pelotas.

Mas um bispo em Pelotas também tem o poder de definir calendários de massa. A Romaria de Nossa Senhora de Guadalupe, que todos os anos leva milhares de pessoas até o santuário na Cascata, foi instituída pelo bispo demissionário, Dom Jaime Chemello. A santa mais importante do México começou a fazer-se popular na região de Pelotas depois que Dom Jaime participou de uma conferencia de bispos naquele país e decidiu “importá-la”, em 1979.

Em 2003, na 18ª ediçao da romaria, o agora novo bispo da cidade, Dom Jacinto Bergmann, participou das seis horas de caminhada sob chuva e muito barro que caracterizou o evento aquele ano. Acompanhei e conversei com ele – que na época atuava como bispo-auxiliar – durante todo o trajeto, numa reportagem para o Diário Popular. Bem-humorado, lembro que diante do enorme lamaçal no caminho, Dom Jacinto afirmou: “Eu gosto quando os desafios não são assim tao fáceis”. Palavras proféticas.

Monday, 5 October 2009

Ojos Fritos sobre Strange Fruit

En una coincidencia placentera, los pocos días destinados para cumplir en Barcelona con compromisos académicos pudieran ser utilizados también para disfrutar de una de las principales fiestas de Cataluña, el impresionante Festival de la Merce. Entre todos quehaceres, una ciudad transformada en un gigantesco escenario con derecho a Rachid Taha, DJ Shantel e una infinidad de actividades culturales bajo el sol mediterráneo conforman un fin de semana “genial”, como suele decir mi amiga, petit campesine, (o mejor dicho, ahora la periodista musical), Ojos Fritos (alias, Marie).

Entre tantas sorpresas, la que rindió una entrevista de última hora, motivada por el deslumbramiento causado, Strange Fruit. El grupo performatico australiano, que en la búsqueda por el sueno de volar mezcla danza y teatro colgados en palitos flexibles a cinco metros de altura, capturo aplausos y reconocimiento del público en el Parc Ciutadella. Ojos Fritos no perdió tiempo. Manejando cada vez mejor y con más ganas el “revelador” software de edición, ella puso manos a obra. Un ejemplo, entre otros aun mejores: el video abajo, grabado y editado con sus propias manos y oídos, pues claro que la selección de músicas es parte esencial del trabajo. “Felicitations”!

Saturday, 3 October 2009

Apolinario Serrano - Un revolucionario salvadoreño


*Por Paulino Espinoza (Musico, Director Cultural de la UCA)


"El 29 de septiembre de 1979, el dirigente campesino Apolinario Serrano, más conocido como “Polín”, fue asesinado junto a José López y a los esposos Patricia Puertas y Félix García. Apolinario era originario del cantón El Líbano. Cortador de caña, criador de cuches y delegado de la palabra. Apolinario surge como dirigente de la experiencia de la parroquia de Aguilares, la cual era conducida por el sacerdote jesuita y mártir Rutilio Grande. Apolinario era un compañero apasionado, brillante, sencillo y con un especial don para hablar.

Apolinario se convirtió en el más destacado de los dirigentes campesinos salvadoreños. Él hablaba a los cristianos y cristianas sobre el compromiso político de Cristo y de cómo los cristianos y cristianas debían seguir ese ejemplo.

Para ello, él relataba, a su manera las historias que encontraba en la Biblia y las relacionaba con la realidad del país. Recuerdo especialmente una Cátedra de Realidad Nacional en una de las aulas magnas de la UCA cuando, teniendo al padre Ignacio Ellacuría como moderador, un estudiante le preguntó en un tono irrespetuoso y provocador que quién lo había indoctrinado. Apolinario, con una serenidad verdaderamente pasmosa respondió sin aceptar caer en la trampa: dígame usted quien me indoctrino. De niño nunca tuve zapatos, siempre vestí con ropa remendada, mis padres no tenían para darnos de comer y apenas si conocí la escuela y hoy de grande mis hijos viven en las mismas o peores condiciones que yo viví. Dígame usted ¿Quién me indoctrinó?

El día de su muerte, el Bloque Popular Revolucionario publicó en un comunicado: “San Salvador, 29 septiembre 1979 - Apolinario Serrano, legendario dirigente de la organización campesina FECCAS, más conocido como Polín, fue ultimado hoy a tiros, junto a otros tres dirigentes de la Federación de Trabajadores del Campo, en el kilómetro 27 de la Carretera Panamericana.

Miembros de un retén de la policía abrieron fuego contra el vehículo en el que viajaba, cuando el auto llegó frente al Cuartel de Caballería de Opico. Según fuentes de las organizaciones populares, se trató de una emboscada preparada cuidadosamente para "liquidar con impunidad a tan conocidos dirigentes”.

Hoy, treinta años más tarde, quiero rendir a Apolinario Serrano y a sus acompañantes un homenaje con esta canción en la voz de María Inés Ochoa para que su ejemplo y compromiso no mueran." (CANCION DISPONIBLE AQUI)

Thursday, 1 October 2009

Estados Unidos perdidos y de mal humor con Brasil

Brasil ha puesto los Estados Unidos de mal humor. La jugada pacifica y diplomáticamente firme, no premeditada pero muy bien aprovechada, en Honduras ha permitido que se vea de manera aun mas clara la ineficiencia de la OEA (históricamente cuestionado por haber servido a los intereses de los EUA) y así proyectar luz al proyecto UNASUR. Eso vacía el tradicional foro hemisférico de influencia predominante de los EUA y, además, revela el dualismo estadounidense en el conflicto.

Esa dualidad ha ocurrido desde el inicio de la crisis y se ha manifestado de manera casi ridícula con el retorno de Zelaya, por cuenta el protagonismo que Brasil le ha robado a los Estados Unidos en Centroamérica.

La Secretaria de Estado de los EUA ,Hillary Clinton dijo que con el retorno del presidente Zelaya sería oportuno devolverle su puesto. Sin embargo, Lewis Amselem, embajador del Departamento de Estado ante la OEA dijo que la vuelta de de Zelaya era “irresponsable e idiota”.

La situación llegó al punto de hacer con que el embajador de Estados Unidos en Honduras, Hugo Llorens, por primera vez hable con los medios de comunicación desde que estalló la crisis política el pasado 28 de junio.

Los Estados Unidos, presionados por la revelación ante la comunidad internacional de su morosidad para actuar sobre el problema, permite que Llorens haga declaraciones como “apoyamos más que nada que se restaure la democracia en Honduras, que se restaure el gobierno legítimo”.

¡El embajador conservador tuvo que decir que los Estados Unidos quieren la restauración de Zelaya! Y eso nos es por otra razón sino una reacción a los movimientos brasileños que han puesto en evidencia la perdida de liderazgo de los gringos.

Prueba de esa preocupación con la táctica inteligente de Brasil fue otra declaración en la misma entrevista al periódico hondureño El Heraldo:
“es importante que nosotros pensemos mucho que la solución de Honduras no lo decide una solución norteamericana impuesta por Estados Unidos o una solución sudamericana. “

A qué solución sudamericana se refiere Llorens? Brasil, para el rechinar de dientes en Washington, va ganando espacios en Centroamérica y consolidará su liderazgo en el hemisferio si lograr, como parece que va, definir la crisis en Honduras a través de la diplomacia.

Pero la midia corporativa brasileña, obcecada en abandonar el raciocinio lógico para asumir la locura golpista de Roberto Micheletti, parece menos motivada por el problema per se y más interesada en probar que Brasil se ha equivocado al abrigar el presidente Zelaya en la Embajada en Tegucigalpa y garantizarle la vida.

Uno de los mayores periódicos brasileños, Folha de São Paulo, ha publicado un artículo en su edición de primer de octubre donde intenta vender la idea que son los Estados Unidos que están por detrás de los avances hacia el dialogo y la resolución en Honduras. Respaldan un análisis en que, por cuenta de las amenazas de retaliación comercial al país centroamericano, los golpistas empiezan a retroceder. Según la teoría bizarra del periódico de Brasil, el gran elemento responsable de presión pro-dialogo en Honduras seria el corte norteamericano de las importaciones hondureñas, en lugar del contexto creado por Brasil al aceptar Zelaya en su embajada.

Sin embargo, el ministro de relaciones exteriores Celso Amorim y el gobierno Lula han conquistado el apoyo de la comunidad internacional, de la ONU y de la propia OEA. Los Estados Unidos tendrán que tragarse un Brasil creciendo en influencia, respetado y que cambia el juego de las relaciones internacionales.