Neste 15/07 estou em El Salvador, logo de uns sete anos sem visitar o lugar paterno, a família descendente dos povos originários pipiles desse centro-periférico do mundo E isso certamente me resultará em outro texto particular e aberto. Mas ainda quero fazer uma última homenagem a esses quatro anos de vivências cheias de aprendizado com a gente e a cultura de Pernambuco, com tudo o que tem de bom e de ruim neste "maior-Estado-em-linha-reta" do páis ;). Vai aqui um post único com esses registros que publiquei em separado nas últimas semanas, e mais algumas com outros personagens tão importantes quantos que não tive tempo de fazer um post individual. Essas fotos são a representação, entre super famosos e menos conhecidos, da minha tietagem, admiração, carinho, respeito, e muita, muita mesmo, gratidão ao povo pernambucano. -------------------
Tuesday, 21 July 2015
Pernambucanos que são ...
Neste 15/07 estou em El Salvador, logo de uns sete anos sem visitar o lugar paterno, a família descendente dos povos originários pipiles desse centro-periférico do mundo E isso certamente me resultará em outro texto particular e aberto. Mas ainda quero fazer uma última homenagem a esses quatro anos de vivências cheias de aprendizado com a gente e a cultura de Pernambuco, com tudo o que tem de bom e de ruim neste "maior-Estado-em-linha-reta" do páis ;). Vai aqui um post único com esses registros que publiquei em separado nas últimas semanas, e mais algumas com outros personagens tão importantes quantos que não tive tempo de fazer um post individual. Essas fotos são a representação, entre super famosos e menos conhecidos, da minha tietagem, admiração, carinho, respeito, e muita, muita mesmo, gratidão ao povo pernambucano. -------------------
Friday, 12 December 2014
"para que não se esqueca, para que nunca mais aconteça"
Logo de uma eleição federal complexa, polêmica e polarizada em larga medida, vê-se cidadãos, de percepção política atrasada ou de deliberada má-fé, que... vão às ruas brasileiras pedindo pateticamente uma intervenção militar na condução política nacional. Por isso trazer à luz agora, oficialmente, as denúncias dos abusos e atrocidades realizadas nos períodos de regimes autoritários é essencial.
Como disse o presidente da CNV, Pedro Dallari, "o informe da Comissão acaba com qualquer nostalgia da ditadura"; explica principalmente aos mais jovens, e de todxs aqueles que não vivemos diretamente, onde me incluo, as violências do autoritarismo institucional no país, os malefícios do seu legado, que nos afeta a todxs no Brasil.
O informe da CNV deve dar terreno para um novo período de lutas contra a impunidade e a favor da justiça no Brasil, baseada na denúncia das dívidas históricas do Estado brasileiro. A agenda de uma profunda reforma política, através de uma Constituinte, ganha força, e já há rumores de que inclusive no Supremo Tribunal Federal há margem para afastar, por fim, os obstáculos jurídicos à penalização dos violadores dos Direitos Humanos e da democracia no Brasil, como a própria Lei da Anistia.
Ao longo dos anos, pelo menos desde 2008, tenho acompanhado as discussões sobre Memória Histórica e Justiça de Transição, principalmente em El Salvador e no Brasil, nos meus dois países onde, igualmente, a lei de anistia é uma grande barreira. Tenho desde então escrito algo sobre os temas, deixo aqui e nos comentários alguns links de exemplos dessas pequenas contribuições:
2- http://www.archivocp.contrapunto.com.sv/columnistas/memoria-historica-y-desmemoria-en-brasil-y-el-salvador
3- http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2014/04/fome-sangue-e-impunidade-as-transicoes-incompletas-de-brasil-e-el-salvador-5938.html
4- http://www.archivocp.contrapunto.com.sv/columnistas/brasil-tendra-su-comision-de-la-verdad
Divulgue-se o relatório final da CNV! (acesse-o aqui )
Thursday, 30 January 2014
Bruno Maranhão, presente!
Friday, 19 April 2013
Fazendo a cachola trabalhar, de derivações pra outros fins, extrai:
Wednesday, 6 June 2012
O "cheiro", carícia nordestina
Dein mille altera, dein secunda centum;
Dein usque altera mille, deinde centum;
Dein cum milia multa fecerimus;
Conturbabimus illa, ne sciamus,
Aut ne quis malus invidere possit,
Cum tantum sciat esse basiorum.
Wednesday, 4 April 2012
Video nas Aldeias comemora 25 anos com críticas ao governo federal
“Para os índios, o governo Dilma é um belo retrocesso”. A declaração é do cineasta e indigenista Vincent Carelli (foto), fundador da prestigiosa organização Vídeo nas Aldeias, durante atividade na noite de ontem, em Recife, do lançamento do livro-video que celebra os 25 anos do projeto. Vídeo nas Aldeias se dedica a formação de cineastas indígenas em mais de 120 aldeias brasileiras e, com sede em Pernambuco, é referencia internacional de trabalho com audiovisual indígenas.
Nascido em Paris, mas criado em São Paulo, Carelli se dedica há mais de 40 anos às temáticas indígenas com trabalhos junto a Fundação Nacional do Índio (Funai), universidades e ONGs. É o diretor de “Corumbiara”, premiado como melhor filme no Festival de Gramado em 2009, e com o Vídeo nas Aldeias obteve reconhecimento por colocar o vídeo como um instrumento da expressão da identidade indígena e refletir as visões de mundo de 37 povos de 127 aldeias do Brasil, com apoio sobretudo da cooperação internacional de instituições da Holanda e da Noruega. Além treinar e equipar as comunidades com equipamento de vídeo, o projeto estimulou a troca de informações e de imagens entre as nações indígenas.
Um livro-vídeo bilíngue, com depoimentos, ensaios críticos e fotográficos e mais de seis horas de filme, celebra os 25 anos do projeto. A publicação, patrocinada pelo banco Itaú e pela Natura através da Lei Rouanet, com apoio do programa Cultura Viva do Ministério da Cultura, foi apresentada no Cinema da Fundação em Recife, com a projeção do filme Guarani "Bicicletas de Nhanderu". Carelli, que conversou com o público após a projeção, foi duro nas criticas às posições governo federal sobre as questões indígenas. “O espírito desenvolvimentista do governo Dilma bate de frente com os direitos indígenas. Há muito dinheiro para a construção de hidroelétricas, mas investimentos em áreas indígenas só ocorrem quando há necessidade de negociações geopolíticas, as outras áreas estão abandonadas. O deputado federal Aldo Rebelo, que já foi secretário de coordenação política do governo e hoje é ministro dos Esportes, chegou a declarar que a presença de índios em áreas de fronteira é uma afronta a segurança nacional”, apontou.
Carelli considera que hoje a autoridade da FUNAI é “decrépita”, mas acredita que, paradoxalmente, essa ausência foi salutar para a organização dos povos indígenas. “Os índios passaram a buscar formas alternativas de organização, romperam com uma relação paternalista e dependente de apenas três mil funcionários de um único órgão e foram atrás de outras formas de associação”, avalia. Atualmente os temas tangentes as comunidades indígenas, como saúde e educação, são tratados por outros órgãos governamentais que não apenas a Funai. “É isso que os índios querem, mais interlocutores, mais canais para serem ouvidos”, afirma Carelli.
Uma câmera na mão e uma cabeça aberta -
A extensiva produção resultante de 25 anos de oficinas – num total de 7 mil horas de vídeo – começou a atingir um circuito maior em 2009, com o lançamento da série de DVDs Cineastas Indígenas, disponíveis em livrarias. Organizados por etnia, os DVDs trazem os principais filmes de um grupo de realizadores com legendas opcionais em várias línguas (Português, Espanhol, Francês, Inglês, e alguns em Italiano) e são acompanhados de um livreto com textos e fotos.
No mês de julho o Vídeo nas Aldeias deve fazer o lançamento do seu terceiro trabalho para o IPHAN, com um filme realizado por índios guaranis que conta as histórias das reduções jesuíticas e das guerras guaraníticas no território que vai do Paraguai, passando pelo Rio Grande do Sul até o Espírito Santo. Todo realizado em Guarani, o nome provisório é Tava, a casa de Pedra. “Simbolicamente, é muito importante o governo reconhecer que há a versão dos vencidos”, pondera Carelli.
Monday, 2 April 2012
Livro-vídeo celebra 25 anos de "Vídeo nas Aldeias"

Um livro-vídeo bilíngue, com depoimentos, ensaios críticos e fotográficos e mais de seis horas de filme, celebra os 25 anos do projeto Vídeo nas Aldeias, que apóia e fomenta a produção de vídeo entre aldeias indígenas no Brasil desde a década de 1980.
Uma câmera na mão e uma cabeça aberta
Thursday, 29 March 2012
O sangue de quem luta pela terra

Folha de São Paulo – “Os dois líderes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra) mortos no Triângulo Mineiro no último sábado (24) participaram no começo deste ano de um protesto que pedia rapidez no julgamento dos suspeitos do caso que ficou conhecido como chacina de Unaí (MG), em 2004.
Milton Santos Nunes da Silva, 51, e Clestina Leonor Sales Nunes, 47, foram mortos com tiros na cabeça em uma estrada em Miraporanga, distrito de Uberlândia (556 km de BH).
Além dos dois, outro integrante do MLST --Valdir Dias Ferreira, 39-- foi assassinado com as mesmas características.”
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Transformar a vigente primitiva estrutura agrária brasileira é essencial para finalmente levar o país a um estado socialmente justo.
O ódio do latifúndio e do agronegócio contra os movimentos sociais que buscam essa transformação segue manchando a mesma terra em questão de sangue; o sangue daqueles que são vitimas desse atraso, mas não aceitam esse anacronismo e agem pela mudança.
O assassinato de militantes do MLST é uma vergonha para a "sexta economia do mundo"; retratos de barbárie e da enorme contradição de um estado com uma condição cidadã ainda degradante, de um estado que não dá garantias de livre expressão, de segurança, pela reinvidicaçao de direitos básicos dos seus nacionais.
Quem possui a terra e defende a atrasada estagnação possui poder, possui influência, possui a arrogância e o desprezo pelos seus compatriotas, possui a capacidade de desumanizar e se sujar com a morte.
O MLST quer justiça, o Brasil quer um país de verdade, a humanidade quer libertação.
Tuesday, 13 March 2012
No Recife somos todos de esquerda

Eu não sei quem é César Melo, suposto autor do texto abaixo, e uma rápida busca no Google não me mostrou tampouco. Mas este é o melhor texto sobre Recife que já li. Curto, quase pragmático, visceral, real e apaixonante. Recife completou 475 anos ontem, e eu, há um ano aqui, aprendendo.
“Recife. Quando Manuel Bandeira era menino viu uma moça bonita tomar banho "nuinha" no Rio Capibaribe, lá na altura da Caxangá. O menino João Cabral se assustou ao perceber que havia um morto boiando no mesmo Rio. Eu via moça nua só no carnaval da Globo e a Caxangá pra mim é um corredor de ônibus infindável. Já não via mais o rio, nos meus tempos de criança. Eu ia pra Boa Viagem, onde, antes dos tubarões aparecerem, tomava-se muito banho por lá. Também por lá, a gente via os gringos com as moreninhas de peito de pitomba, andando de mãos dadas na orla marítima.
Recife e seus bairros de nomes filosóficos. Para alcançar as Graças, é preciso que nós, Aflitos, morramos Afogados nas incertezas de nossa Encruzilhada existencial. Se Camus e Kafka fossem recifenses, morariam nos Aflitos. Se as putas arrependidas fossem ricas morariam na Madalena. Se os intelectuais fossem coerentes, viveriam na Torre (de Marfim).
Recife tem morenas de todas as cores. Das morenas cor de leite às morenas jambo, há morenidade para todo gosto na terrinha de Gilberto Freyre. Há também as branquinhas, descendentes dos flamengos, que no entanto, torcem pelo "ixxport" e são de "ixxquerda". No Recife, somos todos de esquerda, inclusive os usineiros, como Bruno Maranhão. Recife é uma cidade de revolucionários. Fazemos uma revolução tão permanente que, mui dialeticamente, até os raças entraram na onda. Ah, Recife!
Recife. Conde da Boa Vista. Capital mais africana do Brasil. Som alto. Locutores de lojas - no Recife tem muito disso - anunciando promoções da calcinha e sutiã. Recife: Rua da moeda - Mangue-beat e cheiro de maconha. Minha boemia esmagada pelo calvinismo tropical que pulsa nesse sangue instável. No meu Recife já não há mais puteiro como antigamente. Há os decadentes, na Visconde de Suassuna. As putas agora são on line. E dizem as boas línguas, elas até beijam. Ah, Resífilis.
Recife, Universidade Federal de Pernambuco. Laguinho da Universidade. O jardim da perdição, localizado entre o CFCH e o CAC, é o centro nevrálgico do lirismo universitário. Lá as arquitetas, artistas plásticas e jornalistas, com aquele charme de hippie de butique, atiçam as imaginações dos sociólogos revolucionários. O CFCH e suas discussões pseudo-filosóficas. Grandes amizades. Marx e Weber discutidos com tapioca e cafézinho na cantina do CFCH. Depois de muita prosa e tapioca, resolvemos os problemas do mundo. Mas não entendemos porque os meninos pedem dinheiro no estacionamento da faculdade.
Recife na parada de ônibus. Ceasa-Casa Amarela era o ônibus da utopia. Alguns diziam que essa linha nem sequer existia. Eu acreditava muito e ela às vezes aparecia pra mim. Recifense que é recifense tem muita fé e, como bom brasileiro, não desiste nunca. O Rio Doce-CDU era um ônibus patrocinado pelo Museu do Homem do Nordeste, pois simulava com todo rigor historiográfico o sofrimento dos escravos na travessia do navio negreiro. Cada viagem era um aprendizado. Recife também é cultura.
Recife. Cada parada num sinal é um suspense. Um medo. Um calafrio. O pedinte se aproxima. O vidro elétrico sobe. Quanta miséria, meu deus! Pra onde estamos indo? A luz verde acende. Primeira marcha. O estacionamento do shopping é logo ali. Preciso comprar o que mesmo? Recife e seus orgulhos cheios de relevância: temos o maior shopping da América Latina. E, claro, também temos a maior avenida em linha reta do mundo: A gloriosa Caxangá. Recife capital da megalomania: o Capibaribe e o Beberibe se encontram pra formar o oceano atlântico. Ah, e claro, Nova Iorque não passa de uma filial do bairro de Santo Antônio.
O mundo começa pelo Recife, é verdade. Mas também termina nele. No Recife temos nosso apocalipse caótico e carnavalesco, alegre e violento, cheio de beleza e aberração.”
BY CESAR MELO.
Tuesday, 29 November 2011
Curta Peixinhos - o mangue na fita

Todas as cinco localidades de Peixinhos onde acontecem os eventos já foram ou são áreas de mangue: Rua do Condor, Rua da Azeitona, Jeriquiti, Caixa D´agua e o Nascedouro. E o que é o movimento mangue? E qual a relação de Peixinhos com o manguebeat? O CineArte Curta Peixinhos, uma parceria entre o Nascedouro Cineclube e os produtores culturais NK Cumbia e Beto Ferrari, ocorre este ano em sua segunda edição levantando essas necessárias questões para a identidade do bairro, promovendo cinema, música, poesia e grafite com “o Mangue na fita”.
Dia 03/12, sábado, a partir das 17h, no Nascedouro Cultural de Peixinhos
São filmes selecionados pelo Nascedouro Cineclube, que desde dezembro de 2009 promove sessão semanal de cinema no Centro Tecnológico de Cultura Digital, no Complexo Nascedouro, oficinas de grafitagem - e muita música. Atividades realizadas diretamente nas localidades mais pobres de um bairro socioeconomicamente excluído da região metropolitana de Recife/Olinda.
Pernambuco é um dos epicentros musicais do Brasil e uma das representações mais ativas da mistura de ritmos e tradições sonoras que dá ao estado esse status é o bairro de Peixinhos, o berço do manguebeat. Nessa comunidade periférica, caracterizada pela pobreza e pela confusão geográfica entre Recife e Olinda, é que a profusão de gêneros como o funk com o maracatu, o hard core com o coco de roda, os toques guturais dos rituais afro-brasileiros com a emergência da batida eletrônica deu a Chico Science a inspiração e o espaço para fundar a Nação Zumbi e movimento Mangue.
A diversidade e a efervescência cultural de Peixinhos, porém, são tão tradicionais quanto contrastantes com sua realidade socioeconômica e indissociáveis da sua história junto aos ganidos e gemidos de gado e gente que eram mortos e/ou desovados às margens do rio Beberibe, que corta a localidade. Ao lado da falta de pavimentação das ruas, energia elétrica e saneamento, também concorre a carência de espaços culturais e de lazer, grande defasagem no acesso à informação - uma enorme parcela da população de Peixinhos nunca entrou numa sala de cinema. Para muitos artistas pernambucanos, para a história de um dos mais importantes movimentos artísticos do Brasil, o manguebeat, Peixinhos é uma referência e uma inspiração. Há quem se recicle em Peixinhos, há quem descubra Peixinhos. Mas como é que a música e a cultura podem transformar a comunidade? O CineArte Curta Peixinhos – o Mangue na fita é o começo dessa reflexão.
Tuesday, 23 August 2011
No lançamento da Marcha “Aperte a mão de quem o alimenta”, presidente nacional do INCRA anuncia o Fórum Nacional de Reforma Agrária
O governo federal quer discutir mais amplamente o papel do INCRA na reforma agrária e são as organizações dos trabalhadores que dirão o que o Instituto deve fazer. É o que afirmou o presidente nacional do instituto, Celso Lacerda, no ato público de lançamento da “Marcha da Reforma Agrária do Século XXI”, no último domingo. Desde ontem (22/08) mais de mil trabalhadores e trabalhadoras rurais, de dez estados da Federação, caminham mais de 200 km sob o forte sol do Estado de Goiás, saindo da capital, Goiânia, rumo à Brasília, para chamar a atenção da sociedade para a necessidade de recolocar a reforma agrária na agenda política nacional.
A atividade promovida pelo Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) afirma a importância de se dar mais peso ao eixo da Inclusão Produtiva do programa “Brasil Sem Miséria” da presidenta da república Dilma Roussef através da valorização da agricultura familiar e dos assentamentos de reforma agrária. Segundo o coordenador nacional do MLST no Rio Grande do Norte, Edmilson Lima, “trata-se de uma estratégia de superação da pobreza no país, implementando um reordenamento da questão agrária no Brasil através de uma reforma agrária do século XXI”.
O presidente do INCRA reconheceu a importância da manifestação e garantiu que nas próximas semanas o debate para institucionalizar um fórum oficial com a participação dos movimentos sociais sobre a reforma agrária no governo federal será concluído. “O caráter que esse fórum terá é o que definirá a sua importância e por isso o papel dos movimentos sociais é fundamental. A minha vontade é que ele seja um fórum deliberativo”, afirmou Celso Lacerda que também adiantou que a coordenação do fórum estará a cargo do secretário geral da presidência da república, ministro Gilberto Carvalho.
Lacerda ainda destacou que a Marcha da Reforma Agrária do Século XXI contribui muito para o debate com vários segmentos da sociedade sobre as reivindicações do trabalhador rural que “são pauta de toda a sociedade brasileira”. Segundo o presidente do Instituto, “o INCRA ainda falha em divulgar os dados que revelam o quão positivo a reforma agrária tem sido para este país, mas logo apresentaremos também uma pesquisa que apresenta o quanto se produz e quantidade de renda gerada pela agricultura família”, anunciou.
APERTE A MÃO DE QUEM O ALIMENTA –
Além do presidente do INCRA, o ato público de lançamento da Marcha no domingo, dia 21, contou com a presença da deputada federal Marina Sant’Anna, e dos deputados estaduais de Goiás, Izaura Ramos e Mauro Rubem. Junto dos trabalhadores estiveram ainda a representante da coordenação nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Isolete Wichinieski, e Antonio Chagas, representando a CUT. A prefeitura de Goiânia também participou da mesa oficial através do secretário de educação, Péricles de Castro, bem como os superintendentes regionais do Incra de Goiás e do Distrito Federal, Jorge Tadeu Jatobá e Marco Aurélio Bezerra da Rocha, respectivamente. O MLST foi representado pelo seu coordenador nacional e um dos fundadores do movimento, Bruno Maranhão, e pelo coordenador do MLST em Goiás, Aparecido Ramos.
A Marcha já percorreu quase 60 km em apenas dois dias. O grupo de mais de mil trabalhadores e trabalhadoras rurais está hoje em Anápolis (GO), onde permanece por duas noites. Da Escola Municipal Professor Lorenzo, em Goiânia, se deu a partida na manha de ontem até a localidade de Teresópolis, e mais sete cidades do estado de Goiás receberão a visita dos militantes da reforma agrária do século XXI antes da Marcha chegar à capital federal, no dia 6 de setembro.
Programação completa:
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FONE: 81- 9197 0077 / 81-9934 5189 (assessoria de imprensa)
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